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QUEM APOIA O CRIME NO RIO?

  • Foto do escritor: Jack Aula AKA Jaula
    Jack Aula AKA Jaula
  • 24 de ago.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

No Rio, o crime é organizado e tem lado político. Pra entender o jogo, primeiro vamos dividir o crime em facções.

XEQUE Nº 1 - MILÍCIA A milícia foi criada pela polícia e sempre contou com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em plenário, Bolsonaro chegou a convocar milicianos de todo o Brasil para virem ao Rio de Janeiro.



XEQUE Nº 2 - TCP O TCP ficou conhecido como a “facção evangélica”. E, sob Cláudio Castro, integrantes ligados ao grupo chegaram a exercer influência sobre escolas públicas em áreas dominadas pela facção.



XEQUE Nº 3 - CV O Comando Vermelho tinha em Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, seu braço político.


Rodrigo Bacellar, Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Márcio Canella, Ruas e Cláudio Castro.

XEQUE Nº 4 - A MÁFIA DOS COMBUSTÍVEIS A máfia dos combustíveis também chegou à política. A Refit, de Ricardo Magro, acumulou uma dívida tributária bilionária e entrou na mira da Polícia Federal. Durante o governo Cláudio Castro, uma lei de parcelamento foi apontada pela PF como tão favorável ao grupo que ganhou o apelido de “Lei Ricardo Magro”. A investigação também apura possíveis relações do esquema com agentes públicos.

Pesquise: Operação Unha e Carne da Polícia Federal.


Cristiano Beraldo, então integrante do MBL, também virou alvo da investigação por sua relação com estruturas ligadas à Refit. Clique aqui e veja o artigo sobre a ligação entre a Refit e o MBL.

XEQUE Nº 5 - PARAGUAI, A PORTA DE ENTRADA O Paraguai é uma das principais portas de entrada do crime organizado no Brasil. Pela extensa fronteira entram drogas, armas e munições que abastecem facções brasileiras. A região é considerada estratégica pela Polícia Federal no combate ao tráfico transnacional



XEQUE Nº 6 - ARMAS AMERICANAS Armas americanas abastecem o crime brasileiro. E enquanto o rastreamento já enfrenta limitações nos EUA, Bolsonaro promoveu uma política de flexibilização do controle de armas e munições no Brasil, ampliando o acesso e dificultando o controle sobre esse arsenal. No Rio, 8 a cada 10 fuzis apreendidos são americanos.



XEQUE Nº 7 - OS CACs & PORTARIA 62/2020 Os CACs abriram outra brecha para as armas. Durante o governo Bolsonaro, o número de armas nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores saltou de 350 mil para 1,26 milhão. Considerando todo o arsenal particular, o Brasil passou de 1,3 milhão para quase 3 milhões de armas registradas entre 2018 e 2022


PORTARIA 62/2020 A Portaria nº 62/2020 do COLOG, publicada durante o governo Jair Bolsonaro, revogou três normas do Exército que reforçavam o rastreamento e a identificação de armas e munições no Brasil. Entre elas estava a criação do Sistema Nacional de Rastreamento (SisNaR), além de regras para marcação de armas, cartuchos e embalagens de munição. Na prática, a medida derrubou mecanismos que buscavam facilitar a identificação da origem e do caminho percorrido por armamentos e munições, inclusive em investigações criminais.

"Ah, mas e o Lula?" - 🐮

ARTIGO 144 DA CONSTITUIÇÃO.

A Constituição determina: as polícias Militar, Civil e Penal estaduais estão subordinadas aos governadores. São os governos estaduais que comandam as forças responsáveis pelo policiamento cotidiano e pela manutenção da ordem pública nos estados.

Para ampliar a participação do Governo Federal, Lula apresentou a PEC da Segurança Pública, que busca aumentar a integração entre União, estados e municípios, fortalecer o SUSP e dar à União maior capacidade de coordenar uma política nacional contra o crime organizado.

Enquanto isso, a extrema direita transforma segurança pública em guerra política: abandona soluções estruturais, alimenta o confronto e depois tenta colocar a conta no presidente da República para ganhar votos. Guerra não é ficção. E capitão não é salvação. Ainda está soluçando, capita? Bolsonaro: Quase nada...


E agora, quem poderá nos salvar da extrema direita?

🎥 🇧🇷


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