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UM MONSTRO CHAMADO BRASIL. EUCLIDES DA CUNHA: SERTÕES.

  • Foto do escritor: DOM DROME
    DOM DROME
  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de mai.


A Visão de Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos

No seu livro "Os Sertões", Euclides da Cunha apresenta uma análise profunda e multifacetada da Guerra de Canudos, um conflito que ocorreu entre 1896 e 1897 no interior da Bahia, Brasil. Inicialmente, Euclides tinha uma visão preconceituosa sobre os habitantes de Canudos, considerando-os como um grupo de fanáticos e bárbaros. Contudo, ao se deparar com a realidade da comunidade liderada por Antonio Conselheiro, sua perspectiva mudou drasticamente.



A Transformação da Perspectiva de Euclides

Ao chegar a Canudos, Euclides ficou horrorizado ao perceber que os moradores eram, na verdade, pessoas pacíficas, que buscavam apenas uma vida digna e em harmonia. A brutalidade e a violência empregadas pelo governo na repressão ao movimento o impactaram profundamente. Ele testemunhou a destruição de uma comunidade que, apesar de suas dificuldades, não buscava a guerra, mas sim a proteção de suas crenças e modos de vida.



A Importância do Livro "Os Sertões"

"Os Sertões" é uma obra fundamental para entender não apenas a Guerra de Canudos, mas também as complexas relações sociais, políticas e culturais do Brasil daquela época. O livro é um marco na literatura brasileira, pois combina elementos de sociologia, antropologia e literatura, oferecendo uma visão crítica sobre a realidade do sertão nordestino e as tensões entre as classes sociais. A obra de Euclides serve como um testemunho da opressão e da marginalização dos pobres, revelando as injustiças que permeiam a história do Brasil.


A Conclusão: Canudos como Símbolo de uma Chacina Contra os Pobres

A Guerra de Canudos é, portanto, vista por Euclides da Cunha como uma chacina contra os pobres, uma expressão da luta de classes que se perpetua na história do Brasil. Sua narrativa ilustra como o Estado, em vez de proteger e promover o bem-estar da população, muitas vezes recorre à violência para manter a ordem e o controle. Essa visão crítica de Euclides ressoa até os dias atuais, simbolizando um padrão de desigualdade e injustiça que ainda aflige o país.


Reflexões Finais

A obra de Euclides da Cunha não apenas documenta um momento trágico da história brasileira, mas também provoca reflexões sobre a natureza da violência e da exclusão social. A Guerra de Canudos permanece como um alerta sobre as consequências da intolerância e da opressão, e um chamado à empatia e à compreensão das realidades vividas pelos marginalizados.

"CANUDOS NÃO SE RENDEU." - Euclides da Cunha. 😔

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