ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA.
- O RAIO NEGRO

- 18 de ago.
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de ago.
MORADIA OU BOLSA DE VALORES?
É curioso.
Discutimos salário, comida, transporte, saúde, educação e segurança. Mas existe um problema grave que é ignorado e aumenta exponencialmente todos os dias.

A FAVELA & A VIOLÊNCIA COMEÇAM NA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA.
Antes de perguntar por que existem favelas, talvez devêssemos fazer uma pergunta anterior: por que morar é tão caro?
E é estranho como falamos tanto de pobreza sem falar de uma das maiores despesas de qualquer família: o direito básico de ter onde morar.
Assim como o país precisa discutir a reforma agrária, precisamos também debater a especulação imobiliária.
UMA PESSOA NÃO DEVERIA TER 50 IMÓVEIS.
O problema não é ter uma casa. Nem duas.
O problema é quando moradia vira instrumento de acumulação.
Uma pessoa compra 10, 20, 50 imóveis.
Empresas montam carteiras residenciais.
Investidores compram para esperar valorização.
Apartamentos deixam o aluguel comum e viram hospedagem de temporada.
Resultado:
A oferta diminui. O preço sobe. A desigualdade social aumenta.
PELO BEM DA FAMÍLIA BRASILEIRA. 😂
Se queremos realmente enfrentar coisas que fazem mal à sociedade, não podemos continuar tratando a especulação imobiliária como intocável.
Fazemos algo parecido com o álcool: conhecemos seus enormes impactos sociais, mas ele foi tão normalizado que muitas vezes esquecemos até de tratá-lo como droga.
Com imóvel acontece algo semelhante.
Chamamos de patrimônio. Investimento. Oportunidade.
Mas esquecemos que a população não para de crescer e os espaços nas grandes cidades são limitados.
É PRECISO MUDAR AS REGRAS DO JOGO
Uma política séria de combate à especulação deveria discutir:
limite de imóveis residenciais por CPF, ou impostos cada vez maiores para quem acumula dezenas;
restrição à compra de residências por CNPJ;
limites para compra de imóveis por estrangeiros, especialmente onde o capital externo pressiona os preços locais;
limites e impostos maiores sobre aluguel de temporada, favorecendo moradia permanente e incentivando hotéis, pousadas e hostels.
Não é acabar com a propriedade privada.
É impedir que poucos jogadores comprem o tabuleiro inteiro.
Moradia não é um produto qualquer.
É a base da estrutura familiar.
Grandes cidades devem servir primeiro aos seus moradores e não a turistas ou investidores.
Será que os defensores da família brasileira concordam em limitar a compra de imóveis? Ué... é pelo bem da família brasileira.




