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RONALDO CAIADO, O ENTREGUISTA.

  • Foto do escritor: DOM DROME
    DOM DROME
  • 25 de ago.
  • 1 min de leitura

Caiado abriu a porta. Os americanos entraram.

Ronaldo Caiado assinou diretamente com o governo dos Estados Unidos um acordo sobre minerais críticos e terras raras de Goiás, sem aval prévio do governo federal. A iniciativa foi contestada pelo Planalto, que lembrou o básico: o subsolo pertence à União e relações com governos estrangeiros são competência federal.

Pouco depois, a Serra Verde, única mineradora em produção comercial de terras raras do Brasil, teve seu controle negociado com a americana USA Rare Earth. O negócio envolve bilhões de dólares e forte financiamento do próprio governo dos EUA.

Caiado não era dono da Serra Verde e, portanto, não vendeu pessoalmente a empresa. Mas politicamente ajudou a abrir o caminho para uma aproximação que coloca minerais estratégicos brasileiros cada vez mais dentro da cadeia de interesses dos Estados Unidos.

Para quem pretende governar o Brasil, é uma curiosa demonstração de soberania: negociar uma riqueza estratégica brasileira diretamente com uma potência estrangeira, deixando o próprio governo brasileiro de fora.






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